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DentroFora, espetáculo da Companhia In.Co.Mo.De-Te com texto de Paul Auster, encerra mini-temporada
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De 9 a 12 de setembro (quinta-feira a domingo), a companhia gaúcha In.Co.Mo.De-Te encerra a curta temporada no palco do Itaú Cultural em São Paulo de seu novo espetáculo, DentroFora. Com direção de Carlos Ramiro Fensterseifer, a peça é uma homenagem do escritor americano Paul Auster a Dias Felizes - uma das mais famosas obras do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989) -, numa metáfora do homem contemporâneo, explicitamente imobilizado perante a vida. DentroFora leva à cena os personagens Homem e Mulher, interpretados respectivamente pelos premiados atores Nelson Diniz e Liane Venturella, que se encontram presos em caixas. Apesar de separados e de não se verem, a peça se passa em torno de um diálogo intenso entre os dois, sobre assuntos cotidianos e também absurdos. "Analiso esse espetáculo como uma grande reflexão sobre os papeis masculino e feminino na sociedade, e como o quanto a fala é importante hoje para a espécie humana", observa o diretor Carlos Ramiro Fensterseifer. "Ambos os personagens estão presos em caixas, mas se preocupam sempre em saber se o outro continua vivo, se continua ali. O mínimo ruído de respiração vira pretexto para se começar uma conversa sobre assuntos diversos, como o sentido das palavras, o valor superficial das coisas e sobre o que se é hoje a partir do que se foi no passado". Esse jogo de provocações entre os personagens, no entanto, causa reações diferentes no público, segundo o diretor. "O texto traz a característica becketiana de buscar o sentido da vida pós-guerra, num questionamento de 'o que fazer agora?' e de como construir a vida de novo. Mas trata-se realmente de um texto aberto, e cada um acaba tendo a sua própria interpretação dos diálogos", ressalta. Autor e Texto
Paul Benjamin Auster (EUA, 1947) é escritor e autor de vários best-sellers como Timbukto, O Livro das Ilusões, A Noite do Oráculo e A Música do Acaso. Formado pela Universidade de Columbia, viveu por quatro anos na França, quando aproximou-se ainda mais da literatura francesa. É confesso admirador de André Breton, Paul Éluard, Stéphane Mallarmé, Sartre e Blanchot, alguns dos quais traduziu para a língua inglesa. Sua obra foi também influenciada por Dostoiéviski, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Faulkner, Kafka, Hölderlin, Samuel Beckett, e Marcel Proust. Parte da história de Paul Auster é contada por ele mesmo em suas obras como se fosse uma autobiografia. Da Mão para a Boca, por exemplo, reúne relatos de sua vida, como no texto Hide and Seek, que serviu de base para a peça DentroFora, da Cia In.Co.Mo.De-Te. "O texto foi escrito em 1976, e retrata o período em que Auster acabou a faculdade de jornalismo nos Estados Unidos, não conseguia emprego e foi para Paris", explica Carlos Ramiro Fensterseifer. "Talvez por isso haja tantos questionamentos e contestações", conclui o diretor da companhia, que antes encenou a montagem de O Gordo e o Magro Vão para o Céu, também de Da Mão para a Boca. DentroFora estreou em outubro de 2009 no Teatro de Câmara Túlio Piva, em Porto Alegre. A montagem recebeu oito indicações ao Prêmio Açoriano de Teatro 2009, dois quais foi vencedor nas categorias Melhor Ator e Melhor Cenário. Em 2010, participou do projeto Palco Giratório, no Sesc POA, e foi selecionado para o Festival Internacional de São José do Rio Preto (SP). Companhia
A In.Co.Mo.De-Te (Inconformada Companhia de Moda, Design e Teatro) é um grupo formando por atores, diretores, designers, iluminadores, musicistas, que trabalham com diferentes linguagens e juntos realizam projetos baseados no trabalho do ator. Os aparatos cênicos, os textos e a condução da direção são escolhidos de modo a compor uma estética que realce a interpretação, essência da proposta. Criada há sete anos, mas oficializada como companhia há quatro, a In.Co.Mo.De-Te já montou e produziu três espetáculos: Mamãe Foi pro Alaska (livre adaptação do texto True West, de Sam Shepard, dirigido por Ramiro Silveira), O Gordo e o Magro Vão para o Céu (texto de Paul Auster, com direção de Liane Venturella e Nelson Diniz) e atualmente DentroFora (adaptação baseada no texto Hide and Seek, também de Paul Auster, dirigido por Carlos Ramiro). SERVIÇO Espetáculo DentroFora, com o grupo gaúcho In.Co.Mo.De - Te
De 9 a 12 de setembro de 2010 (quinta a domingo), sempre às 20h Duração: 45 minutos Classificação etária: 14 anos Sala Itaú Cultural (247 lugares) Entrada franca (para o controle da fila, será distribuído um cartão numerado. Ao recebê-lo, permaneça nela, pois será trocado pelo ingresso meia hora antes do início do espetáculo) Estacionamento com manobrista: R$ 8,00 a primeira hora; R$ 4,00 a segunda hora; e R$ 2,00 por hora adicional Estacionamento gratuito para bicicletas Acesso para deficientes físico Ar condicionado Ficha Técnica Direção: Carlos Ramiro Fensterseifer Elenco: Liane Veturella e Nelson Diniz Cenário: Élcio Rossini Figurino, maquiagem e design gráfico: Rodrigo Nahas Trilha Sonora Original: Alvaro Rosa Costa Iluminação: Cláudia De Bem Produção: Liane Veturella e Carlos Ramiro Fensterseifer Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô Fones: 11. 2168-1776/1777 www.itaucultural.org.br www.twitter.com/itaucultural www.facebook.com/itaucultural www.youtube.com/itaucultural www.flickr.com/itaucultural Informações para a imprensa: Conteúdo Comunicação
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Aracaju recebe curso de Políticas e Gestão Culturais
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O Observatório Itaú Cultural, em parceria com o governo do estado de Sergipe por meio de sua Secretaria da Cultura, realiza o Curso de Políticas e Gestão Culturais. Com aulas expositivas durante os sábados de 4 de setembro a 9 de outubro, sempre pela manhã e à tarde, o curso tem como proposta capacitar agentes e gestores culturais, e conta com a participação de gestores de cultura do estado de Sergipe, técnicos de instituições parceiras da Secretaria do Estado da Cultura, gestores do governo do estado, professores, estudantes recém-formados e pós-graduandos da área de cultura, representantes das secretarias e dirigentes de cultura da capital e do interior. Durante o período, nove profissionais discutirão assuntos como políticas culturais, gestões privada e pública, direitos culturais, desenvolvimento humano, políticas públicas, produção cultural, sistemas de financiamento, direito cultural, leis de incentivo e economia da cultura. No primeiro dia, 4 de setembro às 9h, Ana Carla Reis, professora e fundadora da empresa paulista Garimpo de Soluções - Economia, Cultura e Desenvolvimento, ministra a aula expositiva Entrelaçando Cultura e Economia nas Gestões Pública e Privada. Às 15h, será a vez do pesquisador carioca Roberto Pimenta, do Programa de Pesquisa em Gestão Cultural da EBAPE, FGV - RJ, apresentar a aula Elaboração de Projetos Culturais. No sábado seguinte, 11, pela manhã, o Palácio Museu Olímpio recebe a aula Políticas e Gestão do Patrimônio Tangível e Intangível, com Silvana Rubino (SP), professora do Departamento de História da UNICAMP, e à tarde Humberto Cunha, professor do curso de Direito da Universidade de Fortaleza e advogado da União, ministra aula sobre Direitos Culturais no Brasil. Dia 18, a primeira aula é sobre Políticas e Gestão Culturais: Desafios Contemporâneos, com o diretor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos, Alberto Rudim. Na sequencia, Cláudia Leitão, professora do mestrado em Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará, retoma a temática exposta por Rudim na aula Políticas e Gestão: o Desafio da Sustentabilidade dos Projetos Culturais. No dia 24, sexta-feira, os alunos são convidados a uma atividade complementar. Às 19h Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, ministra a palestra Um Painel sobre as Ações do Itaú Cultural, seguido por Eloísa Galdino, secretária do Estado da Cultura de Sergipe, que fala sobre As Ações da SeCult, SE nas Áreas de Qualificação e Gestão Cultural. Ainda na sexta-feira, às 20h, Terezinha Alves de Oliva, superintendente do Iphan em Sergipe, ministra a palestra Expressões do Patrimônio Cultural Sergipano, e às 21h os alunos e palestrantes participam de coquetel. Já no sábado, 25, a convidada Rachel Gadelha, professora do curso de pós graduação em Organização de Eventos da Universidade de Fortaleza, terá a aula Criação e administração de projetos culturais: estudo de caso do Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, será dividida nos períodos da manhã e tarde. O último sábado do curso acontece no dia 9 de outubro. Às 9h, o professor da PUC Minas e UEMG e coordenador do Observatório da Diversidade Cultural José Marcio Barros ministrada a aula Cultura e Desenvolvimento Humano: os Desafios para a Gestão. Às 15h, o professor Paulo Miguez, do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia, encerra a programação em Aracaju, abordando o tema Enlaces Contemporâneos da Cultura. Observatório Itaú Cultural
Espaço de pesquisa dos fenômenos relacionados à gestão cultural, o Observatório Itaú Cultural foi criado em 2006 para discutir publicamente as interações entre cultura, artes, economia e sociedade. A proposta central é incentivar o diálogo constante com pesquisadores, universidades, instituições governamentais na área de produção de dados estatísticos, organizações supranacionais e centros de pesquisa no campo das políticas públicas de cultura. PROGRAMAÇÃO Dia 4 de setembro (sábado) 9h às 13h
Aula expositiva Entrelaçando cultura e economia nas gestões pública e privadaCom Ana Carla Reis (SP), professora e fundadora da empresa Garimpo de Soluções - Economia, Cultura e Desenvolvimento 15h às 19h
Aula expositiva Projetos culturais
Com Roberto Pimenta (RJ), pesquisador do Programa de Pesquisa em Gestão Cultural da Ebape (FGV/RJ) Dia 11 de setembro (sábado) 9h às 13h
Aula expositiva Políticas e gestão do patrimônio tangível e intangível
Com Silvana Rubino (SP), professora do Departamento de História da UNICAMP 15h às 19h
Aula expositiva Direitos culturais no Brasil
Com Humberto Cunha (CE), professor do curso de Direito da Universidade de Fortaleza e Advogado da União Dia 18 de setembro (sábado) 9h às 13h
Aula expositiva Políticas e Gestão Culturais: desafios contemporâneos
Com Albino Rubim (BA), diretor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos 15h às 19h
Aula expositiva Políticas e Gestão: o desafio da sustentabilidade dos projetos culturais
Com Cláudia Leitão (CE), professora do Mestrado em Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará Dia 24 de setembro (sexta-feira) 19h Um painel sobre as ações do Itaú Cultural
Com Eduardo Saron, diretor do Instituto Itaú Cultural (SP) As ações da SeCult, SE nas áreas de qualificação e gestão cultural
Com Eloísa Galdino, Secretária do Estado da Cultura de Sergipe 20h Expressões do Patrimônio Cultural Sergipano
Com Terezinha Alves de Oliva, Superintendente do Iphan em Sergipe 21h
Coquetel Dia 25 de setembro (sábado) 9h às 13h e 15h às 19h
Aula expositiva Criação e administração de projetos culturais: estudo de caso do Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga
Com Rachel Gadelha (CE), professora do Curso de Pós Graduação em Organização de Eventos da Universidade de Fortaleza - UNIFOR Dia 9 de outubro (sábado) 9h às 13h
Aula expositiva Cultura e Desenvolvimento Humano: os desafios para a gestão
Com José Marcio Barros (MG), professor da PUC Minas e UEMG, Coordenador do Observatório da Diversidade Cultural 15h às 19h
Aula expositiva Enlaces contemporâneos da cultura
Com Paulo Miguez (BA), professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA SERVIÇO Curso de Políticas e Gestão Culturais
De 4 de setembro a 9 de outubro de 2010 (aos sábados) e atividade complementar no dia 24 de setembro (sexta-feira) Inscrições esgotadas Palácio Museu Olímpio Campos Praça Fausto Cardoso, s/nº, Centro Aracaju - SE Cep 49010-040 Informações: 79. 3198-1457 / 79. 3179-1916 / projetos@cultura.se.gov.br (Secult) Itaú Cultural
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Porto Alegre recebe mostra da fotografia modernista brasileira na Coleção Itaú
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De 28 de julho - com coquetel de abertura para convidados no dia 27 - a 10 de outubro, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS) apresenta Moderna Para Sempre - Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú. Com curadoria do fotógrafo Iatã Canabrava, a exposição remonta aos anos 40 à 70 do século passado, quando na esteira do modernismo europeu e americano da década de 20, os artistas brasileiros entraram na discussão sobre os limites da arte fotográfica. Em um total de 86 imagens, de 26 artistas, este recorte da coleção de fotografias do Itaú mergulha sobretudo no movimento fotoclubista brasileiro. "Esta exposição reforça o esforço do grupo Itaú para dar acesso ao público de todo o país aos diferentes recortes de sua coleção", afirma Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. "Nossa parceria com o MARGS para que os gaúchos possam apreciar recorte tão significativo deste acervo reafirma o compromisso do grupo Itaú com o público, a arte e a cultura brasileiras." Segundo Canabrava, o fotoclubista brasileiro começou em São Paulo no Foto Cine Clube Bandeirante, fundado em 1939, e se alargou para os outros fotoclubes. Em geral era composto de amadores da fotografia que, livres das obrigações de um trabalho comercial, puderam experimentar e ousar quebrando regas e padrões. Nesses núcleos aterrissaram artistas como Geraldo de Barros, Thomaz Farkas, José Yalenti e German Lorca, presentes na exposição (veja a relação de nomes abaixo). "Nas imagens destes fotógrafos encontrarmos as buscas de formas e volumes, abstracionismos e surrealismo, em uma evidente influência das antigas vanguardas europeias", conta o curador que pesquisa o assunto há cinco anos. Os trabalhos destes artistas começaram pictorialistas, imitando os padrões da pintura do século XIX. Com o desenvolvimento e crescimento econômico do país desembocaram no celeiro da fotografia moderna brasileira, a chamada Escola Paulista. "Esta, por sua vez, por meio de experimentações estéticas e por vezes científicas redirecionou o rumo do fazer fotográfico como já estava ocorrendo na Europa e EUA desde décadas anteriores", conta o curador. "A partir deste momento, texturas, contra-luzes, enquadramentos sóbrios, linhas geométricas, solarizações, fotomontagens, fotogramas, entre outros tópicos passam a integrar o vocabulário criativo." Algumas obras
Na exposição encontram-se joias como a foto Praticáveis, na qual German Lorca ironiza o banal com simplicidade. Em Telhas, Thomas Farkas constrói com criatividade um novo olhar sobre os já tão fotografados telhados. "Mesmo com o título ao lado da fotografia, duvidamos de qualquer referência a telhas ou telhados", observa o curador. "Esta imagem nos leva a um passeio por luz e movimento, e particularmente lembra as bandeiras de Volpi, que na verdade não nasceram bandeiras, mas sim telhados." Paulo Pires, que expôs pela primeira vez em 1950 no Foto Cine Clube Bandeirante, e fundou, posteriormente, o Íris Foto Grupo de São Carlos, incorpora dois elementos à sua fotografia: o banal, que pode ser visto em Composição com Torneira, e a metrópole paulistana em vertiginoso crescimento, com seu trabalho sobre o Copan de Niemeyer, como ser observa na foto Linhas. "Esta imagem mostra o desnudamento do símbolo maior da cidade de São Paulo, o Copan, ainda em andaimes de madeira", assinala Canabrava. Por sua vez, Yalenti, em suas Miragem e Paralelas e Diagonais provoca o espectador com formas inusitadas, migrando o tempo todo de uma intenção abstracionista a um surrealismo inesperado. O abstrato-geométrico de Ademar Manarini faz par perfeito com Arabescos em Branco, de Gertrudes Altschul, rara representante do gênero feminino no fotoclubismo deste período. Se junta a este grupo a imagem Formas, de Eduardo Salvatore, de quem vale ressaltar o importante papel no cenário fotoclubista como um dos fundadores do Foto Cine Clube Bandeirante, entidade da qual ele foi presidente entre 1943 a 1990. Scavone, em Abstração #5, completa o conjunto, em uma foto eternamente contemporânea de cartazes rasgados, enquanto, Tufi Kanji, Délcio Capistrano e Chakib Jabor constituem uma espécie de grupo surrealista do fotoclubismo brasileiro. LISTA DE ARTISTAS
Ademar Manarini André Carneiro Chico Albuquerque Chakib Jabour Dalmo Teixeira Filho Délcio Capistrano Eduardo Enfeldt Eduardo Salvatore Francisco Albuquerque Francisco Quintas Jr. Georges Radó Geraldo de Barros German Lorca Gertrudes Altschul Gunter E.G. Schroeder João Bizarro da Nave Filho José Oiticica Filho José Yalenti Julio Agostinelli Lucilio Correa Leite Júnior Marcel Giró Nelson Kojranski Osmar Peçanha Paulo Pires Rubens Teixeira Scavone Tufi Kanji Thomaz Farkas SERVIÇO Moderna Para Sempre - Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú
Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS) Abertura para convidados: 27 de julho de 2010, 19h De 27 de julho a 10 de outubro de 2010 De terça-feira a domingo, das 10h às 19h Entrada franca Museu de Arte do Rio Grande do Sul Aldo Malagoli (MARGS) Praça da Alfândega, s/nº Porto Alegre - RS Fone: 51. 3227-2311 Itaú Cultural
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Mostravídeo exibe intervenção televisiva do artista multimídia Antoni Muntadas
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Nesta quinta-feira, dia 9, às 19h30, a Mostravídeo Itaú Cultural exibe On Translation: Miedo/Jauf no Paço da Liberdade Sesc Paraná, em Curitiba. Neste trabalho, o artista multimidia catalão Antoni Muntadas aborda o tema da fronteira a partir do sentimento de medo, mostrando como essa emoção humana se traduz em construções culturais que remetem aos âmbitos político e econômico. Gravado entre 2006 e 2007, em ambos os lados do espaço geopolítico do Estreito de Gibraltar (Tarifa e Tanger), o vídeo, a princípio, foi transmitido pelas TVs locais dessas cidades e das emissoras nacionais da Espanha e de Marrocos. O foco foi o território fronteiriço e os entraves gerados pelas decisões políticas que afetam os dois territórios. A obra, definida por Muntadas como uma intervenção televisiva, reúne imagens de arquivos e materiais documentais com depoimentos de 30 habitantes das duas cidades. Registros acondicionados em acervos colaboram com registros voláteis, como os vídeos transformados em ondas eletromagnéticas da emissão televisiva. "A proposta de uso da natureza desses registros cria a narrativa espacial própria desta obra", explica Andre Costa que assina a programação de setembro da Mostravídeo. Para este ciclo, intitulado Dos Registros Pessoais aos Autorais, ele selecionou filmes em que o uso de gravações caseiras e pessoais gera diversas linguagens e estratégias narrativas. Todas as obras são exibidas gratuitamente sempre às 19h30, no Cine Humberto Mauro, do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, às quartas-feiras; e no Paço da Liberdade Sesc Paraná, em Curitiba, às quintas-feiras. Mostravídeo
Projeto do Itaú Cultural, a Mostravídeo sempre apresenta uma programação permanente de exibição de filmes e vídeos que representem conceitualmente as mais instigantes produções nacionais e internacionais em meios audiovisuais (cinema, vídeo e novas mídias). Desde 1997 este projeto mantém-se perene, fiel ao seu público e possibilita aos realizadores um espaço de exibição qualificado. Neste ano a mostra está sendo realizada simultaneamente em Belo Horizonte e em Curitiba e traz mudanças no formato curatorial. Os dois curadores, João Dumans e André Costa, se revezam na elaboração das programações mensais e estabelecem um diálogo de modo a permitir que os assuntos levantados não se esgotem a cada nova grade. De fato, eles têm permitido a realização de um ciclo de discussões mais constante e, ainda assim, livre e aberto às mudanças de percurso diante do contato com o público. "Esperamos que a mobilização e o diálogo entre repertórios e trajetórias de pesquisa distintos dos curadores possam promover um espaço de reflexão sobre o lugar das imagens em movimento com o advento e proliferação do uso das novas mídias", observa Andre Costa. "A Mostravídeo, que antes parecia atender a uma demarcação da especificidade do vídeo frente ao cinema, pode ser uma oportunidade interessante de sondar os limites desta convergência entre suportes técnicos, linguagem e circuitos de fruição, verificando afinal o que temos de novo no que poderíamos chamar de experiência do cinema, seja por qual mídia esta se apresente", conclui. Ele e Dumans debateram entre si e levantaram questões interessantes a respeito do perfil da mostra e do que querem em relação a ela. "Decidimos uma espécie de tópico em comum para o ano, que é pensar um pouco o cinema como essa grande caixa de ressonância e transformação das imagens do mundo, venham elas do documentário, das artes plásticas ou da chamada videoarte", conta Dumans. De acordo com ele, a dupla pretende investigar as transformações sofridas pelo cinema (tanto os filmes quanto a própria instituição cinematográfica) nos últimos anos. "Vamos investigar, por exemplo, o cinema experimental não mais sob a ótica do vídeo ou da vídeoarte, mas sob a ótica do cinema, simplesmente. Não é de forma nenhuma uma discussão nova, mas a Mostravídeo pode ser um bom lugar para capturar alguns de seus efeitos práticos, ou seja, bons filmes", comenta. Em abril, mês de estréia da Mostravídeo 2010, a seleção curatorial de Dumans foi direcionada pela temática Narrativas à Deriva, em uma referência ao fato de aparecer nos filmes selecionados uma tentativa dos diretores de se posicionarem por meio de um olhar estrangeiro, tanto na primeira pessoa quanto como personagens à deriva que não pertencem ao ambiente que os cerca. Em maio foi a vez de André Costa elaborar a programação. Paisagens em Movimento: Cinema e Espaço Urbano trouxe filmes que abordavam a relação da sétima arte com as cidades, que segundo o curador ora aparecem como cenário, ora como objeto principal, e por vezes até ocupando o lugar privilegiado de um personagem no enredo. A programação de junho voltou a ser assinada por João Dumans sob o título Ensaios e Outras Escrituras, e trazia filmes que fugiam das classificações usuais e ousavam na estética e nas formas narrativas com a mesma liberdade criativa que acontece em ensaios literários. Em julho, André Costa propôs uma programação sob a temática Espaços de Construção e Fruição, em que a experiência cinematográfica ultrapassava a projeção de um vídeo na tela. Em agosto Dumans selecionou filmes que mostravam no centro da narrativa os conflitos de um personagem, sob o título Um Corpo Contra o Mundo. Como no ano passado, o público pode conferir no blog ( www.mostravideoitaucultural.wordpress.com) textos inéditos sobre a programação. Graças à interatividade do site o debate proposto pelos curadores cada novo programa será enriquecido pela participação dos internautas. Biografia dos curadores Andre Costa
Cineasta-documentarista e pesquisador de arquitetura e urbanismo, audiovisual e educação. Professor universitário de Cinema e Televisão na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e da Faculdade de Comunicação Social e da pós-graduação na área de Criação Visual e Multimídia na USJT. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela USP, atua como assessor pedagógico, consultor e formador audiovisual em diversos projetos sócio-educativos que utilizam esta linguagem como ferramenta educativa e de transformação social. É sócio da Olhar Periférico Filmes. Atua também como curador e júri de festivais de cinema e vídeo. Foi membro do Comitê de Programação e Seleção do 16º Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil. Escreveu diversos artigos e foi co-autor de livros sobre vídeo, cinema e educação audiovisual. Foi membro da Comissão Julgadora de Projetos Cinematográficos da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura em 2009. João Dumans
Pesquisador de cinema, foi programador do Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes e curador do Cineclube Curta Circuito, da Associação Curta Minas. Participou de comissões de seleção e programação de festivais como o Forum.doc.bh e o Festival Internacional de Curtas Metragens de Belo Horizonte. Foi assistente de direção do filme Os Residentes, de Tiago Mata Machado, do qual também é produtor. Trabalha atualmente no desenvolvimento de roteiro de longa-metragem do diretor Marcelo Gomes. SERVIÇO Mostravídeo Itaú Cultural
PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO Dos Registros Pessoais aos Autorais On Translation: Miedo/Jauf
Antoni Muntadas, Espanha, 2007, 53 min Curitiba
Dia 9 de setembro de 2010 (quinta-feira) Às 19h30 Paço da Liberdade Sesc Paraná Praça Generoso Marques, 189 - Centro Curitiba - PR Fone: 41. 3234-4200 http://www.sescpr.com.br/eventos/pacodaliberdade/ Itaú Cultural
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Regina Silveira traduz sua pesquisa de imagens e espaços em maquetes de suas obras
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Um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira, Regina Silveira ocupa o Piso Paulista do Itaú Cultural e reúne em um mesmo espaço um conjunto de 10 maquetes de obras site specific que realizou sobre arquiteturas diversas, entre 2004 e 2007. Em Ocupação Regina Silveira, a própria artista cria a cenografia que remete ao ambiente de seu ateliê, com uma grande mesa na qual são colocados estes modelos tridimensionais, reservando paredes e painéis para os estudos que fez para seus projetos junto a fragmentos dos padrões que caracterizaram estas obras no espaço real. A mostra abre no dia 11 de agosto, com coquetel para convidados, e permanece aberta ao público do dia 12 de agosto a 2 de outubro. Regina foi convidada pelo Itaulab - Núcleo de Arte e Tecnologia do instituto - a ocupar o espaço e propõe uma visão singular sobre estes trabalhos em grandes dimensões ao expor maquetes produzidas depois das intervenções prontas, como forma de dar permanência a obras efêmeras. Como projetos arquitetônicos feitos a posteriori, elas são exibidas em conjunto com os padrões apresentados em escala real, revelando a verdadeira medida para cada obra. É uma oportunidade única de visualizar e, de certa forma, vivenciar diversas obras da artista, que jamais poderiam estar juntas devido às proporções e, principalmente ao seu caráter transitório. As lâminas com estudos do projeto de cada uma delas permitem ao público um acesso aos processos criativos de Regina ao expor a maneira como cada uma foi sendo solucionada antes de se tornar um projeto executado no espaço real. A exposição traz, ainda, uma vídeo-montagem produzida pela Olhar Periférico Filmes, em que três vídeos são exibidos simultaneamente mostrando fotos e registros o making-of destas obras. Segundo André Costa, diretor da vídeo-montagem, grande parte do que aparece nas imagens foi retirado do arquivo pessoal da artista. Nas telas colocadas lado a lado, o visitante é convidado a refletir sobre o processo de criação que envolveu cada um dos site specifcs referidos pelas maquetes. As maquetes
As obras desta exposição correspondem a trabalhos realizados em espaços e arquiteturas diversas, no Brasil e no exterior, feitos entre 2004 e 2007. Todas foram realizadas dentro do estúdio da artista. Lúmen, que ocupou o Palácio de Cristal, do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía em 2005, e Derrapagens, de 2006, foram produzidas pela artista com Roberto Gorgati. As outras sete maquetes - Mundus Admirabilis (2007), Intro (2005), Irruption (2005), Saga (2006), Desapariencia: Taller (2004), Frenazos (2004) e Observatório (2006) - foram realizadas por Renato Pera e Marcelino Ros Lopez. Regina começou a produzir maquetes de suas instalações no início dos anos 80, privilegiando projetos que seriam necessariamente efêmeros. "Fazer maquetes foi sonhar a permanência de obras que desapareciam quase sempre em um par de meses, ou pouco mais", explica a artista que conta ter construído também outras de obras que ainda não foram realizadas. "Estas maquetes que, por diversas razões, nunca tiveram o projeto realizado, precisam se sustentar sozinhas, como obras em miniatura", explica. Estes trabalhos, diferentemente das maquetes de instalações site specific já realizadas, foram criados por uma vontade da artista de conseguir, de alguma forma, visualizar a obra para além da tela de computadores e dos desenhos sobre fotografias e projetos que costumam acompanhar o processo criativo de suas obras. A artista já expôs anteriormente suas maquetes. De novembro de 2002 até janeiro de 2003, algumas delas apareceram junto a obras de Eduardo Coimbra na exposição Do Conceito ao Espaço, no Instituto Tomie Otake. Na exposição In situ, no Centro Cultural São Paulo (CCSP) em 2004, ela apresentou maquetes de projetos e obras produzidas até aquela data. Em 2009, a artista apresentou um grande conjunto de modelos, lâminas e vídeos documentários em sua exposição individual no Museum of Sketches, em Koege, na Dinamarca. Projeto Ocupação
Criada para fomentar o diálogo da nova geração de artistas com os criadores que os influenciaram, a série de ocupações no Itaú Cultural integra o trabalho perene do instituto com programas como o Rumos, que há 12 anos incentiva a produção contemporânea colaborando para o aprimoramento de criadores, a difusão de suas obras e a reflexão sobre a arte atual. A Ocupação Regina Silveira é a sétima das que vem sendo realizadas desde maio de 2009. As edições anteriores foram dedicadas à apresentação da produção de artistas referenciais das artes visuais (Nelson Leirner e Abraham Palatnik), do teatro (Zé Celso), da literatura (Paulo Leminski), da música (Chico Science) e do cinema (Rogério Sganzerla). Este espaço permite que vários perfis de público tomem contato com a obra destes artistas, e, ainda, que a instituição direcione sua ação educativa para o aprofundamento e a compreensão de seu papel no universo artístico e social. SERVIÇO Ocupação Regina Silveira
Dia 11 de agosto de 2010, às 20h, coquetel de abertura para convidados De 12 de agosto a 2 de outubro de 2010 De terça a sexta, das 9h às 20h Sábs., doms. e feriados, das 11h às 20h Entrada franca Estacionamento com manobrista: R$ 8,00 a primeira hora; R$ 4,00 a segunda hora; e R$ 2,00 por hora adicional Estacionamento gratuito para bicicletas Acesso para deficientes físicos Ar condicionado Itaú Cultural
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