Neste artigo, Isabelle Anchieta apresenta um histórico do surgimento e formação do jornalismo cultural. Guardadas as peculiaridades do Brasil em relação à realidade de outros países - incluindo o relativo atraso no surgimento da imprensa brasileira -, algumas premissas comuns ao exercício do jornalismo cultural são apontadas pela autora. O relativismo entre "baixa" e "alta" cultura é apontado como um dos principais pontos a ser considerado pelo jornalista cultural, ciente de seu papel social. Assim, uma formação humanística sólida, capaz de encarar a prática como forte e transformadora, é essencial. Nas palavras de Isabelle, "eis o bom jornalismo, aquele capaz de informar sem perder a força do acontecimento - suas cores, sensações, ruídos e clímax".
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