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Ocupação Rogério Sganzerla

Maior retrospectiva do cineasta no Brasil traz exposição, mostra de filmes e série de debates. Imperdível!


Ocupação Rogério Sganzerla



Exposição

quarta 9 de junho a domingo 18 de julho de 2010
terça a sexta das 9h às 20h
sábado, domingo e feriado das 11h às 20h

Filmes
quarta 9 a sábado 19 de junho vários horários*

Debates
quarta 9, quinta 10 e sexta 18 de junho vários horários*

*ao lado, confira a programação completa, com todos os horários, sinopses dos filmes e informações sobre os participantes dos debates.

entrada franca - [ingressos distribuídos com meia hora de antecedência]

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP [próximo à estação Brigadeiro do metrô]
informações: 11 2168 1777 | atendimento@itaucultural.org.br | twitter.com/itaucultural
 

Um país sem cinema é como um povo sem eletricidade.

Popular e sofisticado. Esse é o cinema proposto por Rogério Sganzerla. Com curadoria de Joel Pizzini, a próxima Ocupação homenageia o artista e reforça essa ideia sobre sua obra. Com a exposição, o público é convidado a adentrar uma sala-tela-caixa que revira os mistérios e o frescor criativo do cineasta.

Os interessados conferem ainda vasta mostra de filmes do artista e também produções de outros realizadores que dialogam com sua obra. Além disso, críticos e especialistas do calibre de Ismail Xavier, Roberto Turigliatto, Hernani Heffner, Bill Krohn, Catherine Benamou, Samuel Paiva e Antonio Urano participam de um ciclo de debates.

A Ocupação Rogério Sganzerla abre na quarta, 9 de junho, e fica em cartaz na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, até o dia 18 de julho.

No hotsite Ocupação você confere depoimentos e textos inéditos sobre Rogério Sganzerla, além de grande parte do material apresentado na exposição. O hotsite é permanente e pretende estender, para além dos dias da exposição, material valioso a pesquisadores e amantes de cinema. Acesse o acervo disponível dos artistas já homenageados pela Ocupação e, no dia 9, é a vez de contemplar o conteúdo de Rogério Sganzerla.

Confira a programação completa:

Ocupação Rogério Sganzerla

Exposição
quarta 9 de junho a domingo 18 de julho de 2010
terça a sexta das 9h às 20h
sábado, domingo e feriado das 11h às 20h


Filmes e Debates

quarta 9 às 18h
exibição de Documentário e A Mulher de Todos
debate com Helena Ignez, Joel Pizzini, Júlio Bressane e Roberto Turigliatto

quinta 10 às 17h30
exibição de B2 e Sem Essa, Aranha
debate com Antonio Urano, Helena Ignez, Hernani Heffner e Maria Gladys

sexta 11
17h exibição de Elogio da Luz, Um Sorriso, Por Favor - O Mundo Gráfico de Goeldi e Viagem e Descrição do Rio Guanabara por Ocasião da França Antártica
20h exibição de Histórias em Quadrinhos e A Mulher de Todos

sábado 12
15h exibição de Ritos Populares - Umbanda no Brasil e Copacabana Mon Amour
17h exibição de Informação H. J. Koellreutter, América, O Grande Acerto de Vespúcio, Anônimo e Incomum e Isto É Noel Rosa
20h exibição de Documentário e O Bandido da Luz Vermelha

domingo 13
15h exibição de Noel por Noel e Tudo É Brasil
17h exibição de Olho por Olho e Belair
20h exibição de Irani e O Signo do Caos

quarta 16
17h exibição de Helena Zero, A Reinvenção da Rua e Perigo Negro
20h exibição de A Miss e o Dinossauro 2005 - Bastidores da Belair e Canção de Baal

quinta 17
17h exibição de Um Sorriso, Por Favor: O Mundo Gráfico de Goeldi e Horror Palace Hotel - O Gênio Total, Bom Jesus da Lapa - O Salvador dos Humildes e O Pedestre
20h exibição de Brasil e Copacabana Mon Amour

sexta 18
16h exibição de Linguagem de Orson Welles e Nem Tudo É Verdade
18h exibição de It's All True - Based on an Unfinished Film by Orson Welles e debate com Bill Krohn, Catherine Benamou, Ismail Xavier e Samuel Paiva

sábado 19
15h exibição de A Vermelha Luz do Bandido e O Bandido da Luz Vermelha
17h exibição de A Cidade do Salvador [Petróleo Jorrou na Bahia] e Sem Essa, Aranha
20h exibição de Deuses no Juruá e Abismu


Sinopses:

Documentário
Rogério Sganzerla, 11 min, 1966, p&b, 16 mm
Numa tarde de ócio nas ruas de São Paulo, dois jovens com pouco dinheiro e sem rumo falam sobre o que fazer tendo sempre como motivação o próprio cinema. A produção recebeu o prêmio JB Mesbla - Viagem a Cannes em 1967, foi exibida na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005, e convidada oficial do 22o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2004.

A Mulher de Todos
Rogério Sganzerla, 92 min, 1969, color./p&b, 35 mm
Roteiro: Rogério Sganzerla; fotografia: Peter Overbeck; cenografia: Rogério Sganzerla e Andrea Tonacci; montagem: Rogério Sganzerla e Franklin Pereira; música: Ana Carolina Soares; produção: Alfredo Palácios e Rogério Sganzerla; realização: Servicine e Rogério Sganzerla Produções Cinematográficas; som: Julio Perez Caballar; elenco: Helena Ignez, Jô Soares, Stênio Garcia, Paulo Villaça, Antonio Pitanga, Abrahão Farc, Renato Corrêa e Castro, Thelma Reston, Silvio de Campos Filho, José Carlos Cardoso, Antonio Moreira e José Agrippino de Paula

Ângela Carne e Osso é uma ninfômana casada com o dr. Plirtz, ex-carrasco nazista e dono do truste das histórias em quadrinhos no Brasil. Entediada com sua vida, passa o tempo colecionando homens no retiro idílico da Ilha dos Prazeres. A obra recebeu os prêmios de Melhor Montagem e Melhor Atriz (Helena Ignez) no 4o Festival de Brasília; o de Melhor Filme no 1o Festival do Norte do Cinema Brasileiro; e o de Melhor Filme no Festival de São Carlos. Foi exibida no 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006; no Tekfestival - Rogério Sganzerla's Homage, em Roma, em 2005; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; e convidada oficial do 22o Festival de Cinema de Turim, em 2004.

B2
Rogério Sganzerla e Sylvio Renoldi, 11 min, 2001, p&b, 35 mm
Montagem: Rogério Sganzerla e Sylvio Renoldi; elenco: Paulo Villaça, Helena Ignez, Lanny Gordin, Gal Costa e Jards Macalé
Curta-metragem realizado a partir das sobras de O Bandido da Luz Vermelha e Carnaval na Lama, traz um material que evidencia o método de trabalho de Sganzerla, calcado em técnicas singulares de montagem. Exibido no 23o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2005; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; e convidado do 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006.

Sem Essa, Aranha
Rogério Sganzerla, 96 min, 1970, color, 16 mm
Roteiro: Rogério Sganzerla; assistentes de direção: Kleber Santos e Ivan Cardoso; produção: Júlio Bressane e Rogério Sganzerla; realização: Belair; fotografia e câmera: Edson Santos e José Antonio Ventura; montagem: Rogério Sganzerla e Júlio Bressane; som: Guará Rodrigues; elenco: Jorge Loredo, Helena Ignez, Maria Gladys, Luiz Gonzaga, Moreira da Silva e Aparecida
Considerada obra radical, Sem Essa, Aranha inovou tecnicamente aspectos que dizem respeito à interpretação e à direção, pautadas, sobretudo, pelo improviso. O filme reflete, por meio de plano-sequências, a realidade brasileira em 1970. Foi exibido no 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; e no 23o Festival Internacional de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2005; e convidado do Festival de Taormina, na Itália, em 1998.

Elogio da Luz
Joel Pizzini e Paloma Rocha, 54 min, 2003, p&b/color., vídeo
Produção: Canal Brasil
Filme-ensaio sobre Rogério Sganzerla cuja narrativa coloca às avessas a cronologia de seus trabalhos, revelando as relações entre seu processo criativo e sua trajetória como pensador do cinema. Conta com depoimentos de personalidades que conviveram com o cineasta na intimidade e nos sets de filmagem.

Um Sorriso, Por Favor - O Mundo Gráfico de Goeldi
José Sette, 23 min, 1981, color., 16 mm
Montagem: Rogério Sganzerla; direção de arte: Fernando Tavares; produção: Mário Drumond; som: João Vargas; edição de som: Eliseu Visconti; cenografia: Osvaldo Medeiros
O espírito e o universo gráfico do desenhista e gravador brasileiro Oswaldo Goeldi. Sem se ater a preocupações biográficas ou didáticas, o filme discute o conteúdo artístico e cinematográfico em relação ao movimento expressionista. Recebeu os prêmios de Melhor Montagem e Melhor Filme no Festival de Brasília em 1981.

Viagem e Descrição do Rio Guanabara por Ocasião da França Antártica
Rogério Sganzerla,17 min, 1976, p&b/color., 16 mm
Roteiro e produção: Rogério Sganzerla; fotografia: Paulo Sérgio; montagem: Ramon Alvarado; diretor de produção: Wilson Monteiro Filho; elenco: Paulo Villaça
Inspirado em Viagem à Terra do Brasil, de Jean de Léry, o curta-metragem acompanha a trajetória do aventureiro Nicolas Durand de Villegagnon e a formação da colônia francesa no Rio de Janeiro no século XVI. Filmado nos locais onde se sucederam os episódios históricos, como o Forte Coligny, na Ilha das Cabras, recebeu o prêmio da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro no concurso Uma Data para Lembrar e foi exibido no 23o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2005; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005.

Histórias em Quadrinhos (Comics)
Rogério Sganzerla e Álvaro de Moya, 7 min, 1969, p&b/color., 35 mm
Produção: Elyseu Visconti; música: Rogério Sganzerla; montagem: Milton da Silva; narração: Orfeu P. Gregori; table top: Paulo Pichi; imagem: Rex; som: Vera Cruz
Primeiro documentário em curta-metragem de Sganzerla, aborda o universo dos quadrinhos. Guiada pelo texto de caráter histórico do especialista Álvaro de Moya, a câmera passeia pelos traços de artistas como Will Eisner, Milton Cannif, Alex Raymond e Al Capp, entre outros. Exibido no 23o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2005; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005.

Ritos Populares - Umbanda no Brasil
Rogério Sganzerla, 18 min, 1977, color., 16 mm. Documentário inacabado.
Roteiro e produção: Rogério Sganzerla; fotografia: Tony Ferreira; técnico de som: José Sette; montagem: Denise Fontoura; narrador: W. W. da Matta e Silva; realização: Tupan
O registro de um depoimento de Woodrow Wilson da Matta e Silva (fundador da Umbanda Esotérica, em 1940) é alternado com cenas de transe e de rituais filmadas na Tenda Umbandista Oriental, em Itacuruçá. A produção foi exibida no 23o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2005; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, 2005.

Copacabana Mon Amour
Rogério Sganzerla, 85 min, 1970, color., 35 mm
Roteiro: Rogério Sganzerla; assistente de direção: Guará Rodrigues; produção: Rogério Sganzerla e Júlio Bressane; fotografia e câmera: Renato Laclete; montagem: Mair Tavares e Gilberto Santeiro; trilha sonora original: Gilberto Gil; elenco: Helena Ignez, Paulo Villaça, Otoniel Serra, Lilian Lemmertz, Joãozinho da Goméia, Laura Gallano e Guará Rodrigues; realização: Belair
Sônia Silk, uma mulher perturbada por visões de espíritos, perambula por Copacabana com o sonho de ser cantora da Rádio Nacional. É o primeiro filme brasileiro em cinemascópio rodado, em boa parte, nas favelas cariocas. Foi exibido no 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; no 22o e no 23o Festival de Cinema de Turim, na Itália, em 2005 - Tribute to Rogério Sganzerla; e no Tekfestival - Rogério Sganzerla's Homage, em Roma, em 2005.

Informação H. J. Koellreutter
Rogério Sganzerla, 18 min, 2003, color., vídeo
Fotografia: Marcos Bonisson; montagem: Marina Weis; mixagem: Ricardo Reis; trechos de composições utilizadas: "Tanka II", de H. J. Koellreutter
Um retrato de Hans-Joachim Koellreutter, aluno de Paul Hindemith e mestre de diversos músicos, como Cláudio Santoro, Guerra Peixe e Edino Krieger. A produção foi exibida no 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006; no 23o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2005; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005.

América, o Grande Acerto de Vespúcio
Rogério Sganzerla, 27 min, 1992, color., beta e vídeo
Câmera: Carlos Otávio Jubé; elenco: Otávio Terceiro e funcionários do Teatro Carlos Gomes
Nesta obra experimental que conjuga cinema e teatro, Sganzerla recorre a um aparato técnico mínimo para deixar o ator Otávio Terceiro exercer o papel de Américo Vespúcio. Baseado em uma carta do navegador, intitulada "Novus Mundus", relato do descobrimento da América, o vídeo traz um monólogo singular. Recebeu o prêmio de Melhor Ator (Carlos Otávio Jubé) no CineEsquemanovo, em Porto Alegre, em 2007, e foi exibido no 23o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2005; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005. 

Anônimo e Incomum
Rogério Sganzerla, 13 min, 1990, color., vídeo
Roteiro: Rogério Sganzerla; fotografia: Marcos Bonisson; trilha sonora original: Fernando Moura; elenco: Helena Ignez e Nonatho Freire; realização: Tupan Filmes
O artista plástico Antonio Manuel apresenta seu trabalho em cenários como seu ateliê na Rua Alice e a Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. As obras do artista se alternam com tomadas de telas coloridas, pintadas à época da filmagem, e com cenas dramáticas estreladas por Helena Ignez e Nonatho Freire. A produção foi exibida no 23o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2005; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005.

Isto É Noel Rosa
Rogério Sganzerla, 43 min, 1990, color., 35 mm
Montagem: Sylvio Renoldi; fotografia: Dib Lufti; produção executiva: Diana Eichbauer; arquivo: Jorge Pereira Vaz; imagens: Marcelo Marsilac, Sergio Arena, Newton Gomes e José Sette; design: Edmundo Souto; arte-finalista: Ana Rita; figurinos: Diana Eichbauer; som direto: Joaquim Santana; voz: João Gilberto e Gal Costa; elenco: João Braga
Após Noel por Noel (1981), o sambista carioca é novamente retratado por meio de imagens documentais. Parte delas mostra o músico em uma caminhada trôpega, já tomado pela tuberculose, pelas ruas do Rio de Janeiro durante o Carnaval. A produção foi apresentada no 80o aniversário do compositor de Vila Isabel e na Galerie Nationale du Jeu de Paume, em Paris, em 1993, e exibida no 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; e no 22o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2004.

O Bandido da Luz Vermelha
Rogério Sganzerla, 92 min, 1968, p&b, 35 mm
Roteiro e música: Rogério Sganzerla; fotografia: Peter Overbeck e Carlos Ebert; cenografia: Andrea Tonacci; montagem: Sylvio Renoldi; som: Júlio Perez Caballar, Mara Duvall; elenco: Paulo Villaça, Helena Ignez, Sérgio Hingst, Pagano Sobrinho, Sergio Mamberti, Luiz Linhares, Sonia Braga, Ítala Nandi, Renato Consorte, Antonio Lima, Maurice Copovilla, Ozualdo Candeias, Roberto Luna, José Marinho, Carlos Reichenbach, Marie Caroline Whitaker, Renata Souza Dantas, Ezequiel Neves e Lola Brah; realização: Rogério Sganzerla Produções Cinematográficas

Segundo Sganzerla, O Bandido da Luz Vermelha é "um far-west sobre o Terceiro Mundo. Isto é, fusão e mixagem de vários gêneros [...] um filme-soma; um far-west, mas também musical, documentário, policial, comédia ou chanchada [...] e ficção científica". O longa traça um panorama do Brasil por meio da trajetória de um foragido da polícia em crise de identidade, compondo um painel apocalíptico do país. Recebeu os prêmios de Melhor Filme, Direção, Montagem, Diálogo e Figurino no 3o Festival de Brasília, em 1968; o prêmio Governador do Estado de São Paulo, na categoria especial; o INC (Instituto Nacional do Cinema); e o Roquette Pinto. Foi convidado oficial do Festival de Turim em 2004 e do 3o DLA Film Festival, em Londres, em 2004, e exibido na Weelington Film Society, na Nova Zelândia, em 2007; na Auckland Film Society, na Nova Zelândia, em 2007; no 9o Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, em 2007; no 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006; no Barbican Center, em Londres, em 2006; no 16o Festival Internacional de Bobigni, em Paris, em 2005; no Tekfestival - Rogério Sganzerla's Homage, em Roma, em 2005; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; no Internacional Film Museum Festival, na Áustria, em 2005; no 22o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2004; no III Discovering Latin America Film Festival, em Londres, em 2004; no MoMa, em Nova York, em 1999; e no Festival de Cinema de Taormina, na Itália, em 1998.

Noel por Noel
Rogério Sganzerla, 10 min, 1981, color., 35 mm
Roteiro e produção: Rogério Sganzerla; fotografia: Renato Laclete; table top: Edson Lobato; som: Nel-Som; realização: Rogério Sganzerla Produções Cinematográficas

Ensaio visual sobre o compositor e sambista carioca, com imagens de arquivo do ambiente musical e histórico da época, incluindo aspectos pitorescos de Vila Isabel. Recebeu o prêmio do Público e de Melhor Montagem no Festival de Brasília em 1981 e foi exibido na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005.

Tudo É Brasil
Rogério Sganzerla, 82 min, 1998, p&b/color., 35 mm
Roteiro: Rogério Sganzerla; edição: Hugo Mader, Mair Tavares, Sylvio Renoldi; produção executiva: Rojer Garrido de Madrugo; som: Sylvio Renoldi

Um aprofundamento da pesquisa de Sganzerla sobre a estada de Orson Welles no Brasil, em 1942, para a realização de It's All True, projeto boicotado pelos estúdios de Hollywood. Nele, fragmentos de imagens que registram Welles no Rio, em Salvador e em Fortaleza são sobrepostos por gravações em áudio de alguns depoimentos radiofônicos e de composições interpretadas por artistas como Carmen Miranda e Herivelto Martins. Recebeu os prêmios de Montagem, Pesquisa Histórica e Crítica no Festival de Brasília em 1998; o prêmio de Montagem da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); e o prêmio Marché du Film, do Festival de Cannes, em 1998. Foi exibido no Museu Guggenheim em Nova York em 1999; no 22o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2004; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005, e foi convidado pela Cinemateca de Munique, na Alemanha, para a Welles Conference, sobre a carreira de Orson Welles.

Olho por Olho
Andrea Tonacci, 13 min, 1966, p&b, 16 mm
Roteiro e fotografia: Andrea Tonacci; montagem: Rogério Sganzerla; elenco: Francisco Arruda, Ronaldo Ferraz, Sérgio Frederico, Daniele Gaudin, Franco Ogassawara e Fábio Sigolo

Um grupo de amigos da classe média circula de carro pela cidade de São Paulo, reagindo ao sentimento de impotência e frustração que lhes invade a vida.

Belair
Bruno Safadi e Noa Bressane, 80 min, 2009
Documentário resgata a trajetória da produtora cinematográfica Belair Filmes - dos cineastas Júlio Bressane e Rogério Sganzerla -, que em 1970 realizou sete filmes em cinco meses. Os cineastas, censurados pela ditadura militar, saíram do país; os filmes ainda hoje são pouco conhecidos.

Irani
Rogério Sganzerla, 8 min, 1983, color., 16 mm
Roteiro: Rogério Sganzerla
Filmagens registram uma festa popular relacionada a uma batalha travada na cidade de Irani, marco inicial da Guerra do Contestado, em Santa Catarina, em outubro de 1912. A produção foi exibida na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005.

O Signo do Caos
Rogério Sganzerla, 80 min, 2003, p&b/color., 35 mm
Roteiro e produção: Rogério Sganzerla; fotografia: Marcos Bonisson e Nélio Ferreira; montagem: Rogério Sganzerla e Sylvio Renoldi; trilha sonora: Sinai Sganzerla; direção de arte: Sérgio Reis; elenco: Otávio Terceiro, Sálvio do Prado, Helena Ignez, Guará Rodrigues, Freddy Ribeiro, Djin Sganzerla, Camila Pitanga, Giovana Gold, Eduardo Cabus, Gilson Moura, Felipe Murray, Vera Magalhães, Anita Terrana e Ruth Mezek
Ao tratar indiretamente da temporada de Orson Welles no Brasil para filmar It's All True, Sganzerla, em O Signo do Caos, seu último filme, prova mais uma vez ser um inovador da linguagem cinematográfica com essa reflexão sobre os percalços do cinema no Brasil. A produção recebeu os prêmios de Melhor Direção e Melhor Montagem no Festival de Brasília em 2003; o de Melhor Montagem da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 2006; e o prêmio Especial do Festival do Rio em 2003. Foi convidado oficial do 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006, e exibido no 9th Film Fest of Mar del Plata, em 2006; no Tekfestival - Rogério Sganzerla's Homage, em Roma, em 2005; no Festival Internacional da Procida, na Itália, em 2005; no 58o Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça, em 2005; no Presénce et Passé du Cinéma Brésilien, em Paris, em 2005; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; no 22o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2004; no Festival de Cinema de Trieste, na Itália; e no Festival Internacional de Cinema de Roma, em 2004.

Helena Zero
Joel Pizzini, 34 min, 2006, p&b/color., vídeo
Roteiro: Joel Pizzini; assistente de direção: Sinai Sganzerla; câmera e fotografia: Eryk Rocha; som: Bruno Espírito Santo; edição de som: Alexandre Gwaz e Robson Rumin; montagem: Joel Pizzini e Robson Rumin; produção executiva: Paloma Rocha; realização: Canal Brasil; música: Jorge Mautner e Nelson Jacobina; elenco: Helena Ignez, Gal Costa, Jorge Mautner, Jards Macalé e Lanny Gordin
Ensaio documental sobre o universo criativo da atriz e cineasta Helena Ignez, que, por meio de um ritual de tai chi chuan, evoca e reinventa sua memória.

A Reinvenção da Rua
Helena Ignez, 27 min, 2003, color., vídeo
Roteiro, produção e produção executiva: Helena Ignez; fotografia: Marcos Bonisson; câmera: Rogério Sganzerla, Marcos Bonisson e Eduardo Barioni; montagem: Rogério Sganzerla; edição de som: Rogério Sganzerla; música: Walter Smetack; elenco: Vito Acconci; realização: Mercúrio Produções
Primeiro filme de Helena Ignez como diretora, homenageia o arquiteto e artista contemporâneo norte-americano Vito Acconci.

Perigo Negro
Rogério Sganzerla, 27 min, 1992, color., 35 mm
Adaptação, produção e diálogos adicionais: Rogério Sganzerla; argumento original: Oswald de Andrade; fotografia e câmera: Nélio Ferreira Lima; montagem: Sylvio Renoldi; música: Paulo Moura; instrumentação: Edson Maciel; consultoria musical: Otávio Terceiro; elenco: Abrahão Farc, Helena Ignez, Antonio Abujamra, Tita, Paloma Rocha, Betina Viany, Conceição Senna, Guará Rodrigues, Bayard Tonelli, Sandro Solviat Ninho de Morais e Paulo Moura; realização: Tupan, para a Secretaria de Cultura do governo de São Paulo
A trajetória do jogador Perigo Negro que, em franca ascensão, tem sua carreira sabotada por um cartola inescrupuloso. Adaptação livre de um roteiro cinematográfico escrito por Oswald de Andrade, Perigo Negro faz parte do projeto Oswaldianas, que também conta com episódios assinados por outros diretores (entre eles Júlio Bressane). A produção foi exibida no 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006; no 23o Festival de Cinema de Los Angeles, em 2005; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; e no Festival de Cinema de Taormina, na Itália, em 1998, e representou o Brasil na 19a edição do Latin American Film Festival, em 2005.

A Miss e o Dinossauro 2005 - Bastidores da Belair
Helena Ignez, 17 min, 2005, color., super-8
Roteiro: Helena Ignez; câmera: Rogério Sganzerla, Júlio Bressane, Ivan Cardoso e Helena Ignez; montagem: André Guerreiro Lopes; produção executiva: Ester Fér; edição de som: Pedro Noizyman; vozes em off: Rogério Sganzerla e Helena Ignez; pesquisa: Helena Ignez e Ester Fér; seleção musical: Helena Ignez; elenco: Helena Ignez, Maria Gladys, Guará Rodrigues, Jorge Loredo, Aparecida, Kleber Santos, Bety Faria, Rogério Sganzerla, Júlio Bressane, Ivan Cardoso e Neville d'Almeida; realização: Mercúrio Produções
Ao registrar o making of de Cuidado, Madame e Sem Essa, Aranha, duas produções simultâneas da Belair, Helena pretendia fazer um documentário à época de lançamento dos filmes, o que não foi possível. Finalizado em 2005, o projeto tem narração em primeira pessoa da atriz e diretora sobre as gravações.

Canção de Baal
Helena Ignez, 77 min, 2008, color., digital
Roteiro: Helena Ignez (inspirado em Baal, de Bertolt Brecht); produção: Sinai Sganzerla, Patrícia Godoy e Ana Oliveira; música: Roberto Riberti e Carlos Carega; fotografia: André Guerreiro Lopes e Aloysio Raolino; edição: Ricardo Miranda, Júlia Martins e Guta Pacheco; elenco: Felipe Kannenberg, Djin Sganzerla, Beth Goulart, Michele Matalon e Marcelo Lazzaratto; realização: Mercúrio Produções
Baal é um poeta e cantor que recebe de Meck um convite para jantar. Lá, ele se torna sarcástico com os demais convidados, escandalizando-os ao cortejar a mulher do anfitrião.

Horror Palace Hotel
Jairo Ferreira, 41 min, 1978, color., super-8
Filmagem: Jairo Ferreira e Rogério Sganzerla; narração, montagem e finalização: Jairo Ferreira; depoimentos: José Mojica Marins, Francisco Luis de Almeida Salles, Rogério Sganzerla, Júlio Bressane, Ivan Cardoso, Neville D'Almeida, Rudá de Andrade, Elyseu Visconti, Bernardo Vorobov, Dilma Loes, Renato Consorte e Satã
Nos bastidores do Festival de Brasília de 1978, cineastas como Rogério Sganzerla, Júlio Bressane, Elyseu Visconti e José Mojica Marins analisam o cinema no Brasil. Destaque para os comentários do crítico Luis de Almeida Salles, entrevistado por Sganzerla.

Bom Jesus da Lapa - O Salvador dos Humildes
Elyseu Visconti, 14 min, 1970, color., 35 mm
Fotografia e produção: Elyseu Visconti; montagem: Rogério Sganzerla; pesquisa: Ana Tereza Ramos; texto: Ipojuca Pontes

O documentário registra a romaria realizada anualmente às margens do Rio São Francisco, na Bahia, em devoção ao Bom Jesus da Lapa.

O Pedestre
Otoniel Santos Pereira, 25 min, 1966, p&b, 16 mm
Fotografia e câmera: Andrea Tonacci; montagem: Rogério Sganzerla
Ficção futurista adaptada livremente do conto homônimo do escritor Ray Bradbury, metaforiza a situação política do Brasil, então sob ditadura militar.

Brasil
Rogério Sganzerla, 12 min, 1981, color., 35 mm
Roteiro e produção: Rogério Sganzerla; elenco: João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia

O registro dos bastidores da gravação do disco Brasil, de João Gilberto, de 1981, com a presença de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia no estúdio. Dorival Caymmi, Ary Barroso, Grande Otelo e Eros Volúsia, em performances raras, e Orson Welles, no Carnaval do Rio, completam este curta, que apresenta uma imagem singular do país. A produção foi exibida no International Film Museum Festival, na Áustria, em 2005; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; no 22o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2004; e no III Discovering Latin America Film Festival, em Londres, em 2004.

Linguagem de Orson Welles
Rogério Sganzerla, 15min, 1990, p&b/color., 35 mm
Montagem: Severino Dadá; música original: João Gilberto; som: Roberto Leite; elenco: John Huston, Edmar Morel, Grande Otelo

Único curta-metragem da tetralogia "sganzerliana" sobre a vinda do enfant terrible hollywoodiano ao Brasil para filmar It's All True, a obra trabalha com materiais documentais (recortes de jornal, fotos etc.) similares aos que seriam usados em Tudo É Brasil, oito anos depois. A produção foi selecionada e apresentada na categoria Especial na 46a (1993) e na 58a (2005) edições do Festival Internacional de Locarno, na Suíça, convidada pela Cinemateca de Munique para a Welles Conference - organizada pelo Filmmuseum im Münchner Stadtmuseum - e exibida no 23o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2005; e na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005.

Nem Tudo É Verdade
Rogério Sganzerla, 95 min, 1985, p&b/color., 35 mm
Roteiro: Rogério Sganzerla; fotografia: Edson Batista, Victor Diniz, Carlos Ebert, José Medeiros, Edson Santos e Afonso Viana; montagem: Severino Dadá e Denise Fontoura; direção de arte e figurinos: Raul Williams; música original: João Gilberto; som: Roberto de Carvalho; elenco: Arrigo Barnabé, Grande Otelo, Helena Ignez, Nina de Pádua, Mariana de Moraes, Vânia Magalhães, Abrahão Farc, Otávio Terceiro, José Marinho, Geraldo Francisco, Mário Cravo e Nonatho Freire

Primeiro filme de Sganzerla a tematizar a vinda de Orson Welles ao Brasil, em 1942, para filmar It's All True, projeto boicotado por Hollywood. Arrigo Barnabé interpreta o diretor de Cidadão Kane, até então desfrutando como nunca o status de maior gênio precoce do cinema. A produção recebeu os prêmios de Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora no 14o Festival de Gramado, em 1987; o prêmio de Melhor Filme no Festival de Caxambu, em 1986; o prêmio da Associação Brasileira de Cineastas; e o prêmio Abraci, no Fest-Rio, em 198. O filme foi convidado pela Cinemateca de Munique, na Alemanha, para a Welles Conference, sobre a carreira cinematográfica de Orson Welles, convidado oficial do 22o Festival de Turim, na Itália, em 2004, e exibido no 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006; no 22o e no 23o Festival de Cinema de Turim, na Itália, em 2004 e 2005 - Tribute to Rogério Sganzerla; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; no Seattle International Film Festival em 1987; no Melbourne Film Festival em 1987; no Festival Internacional de Cinema de Chicago em 1986; no Festival Internacional de Cinema de Berlim; e nas redes de TV BBC (Londres) e TF-1 (Paris), em 1986 e 1985, respectivamente.

It's All True: Based on an Unfinished Film by Orson Welles
Bill Krohn, Myron Meisel, Norman Foster, Orson Welles e Richard Wilson, 89 min, 1993
produção: Régine Konckier, Richard Wilson, Bill Krohn, Myron Meisel, Jean-Luc Ormieres; produtor associado: Catherine Benamou; fotografia: Gary Graver; edição: Ed Marx; música: Jorge Arriagada; narração: Miguel Ferre; elenco: Jeanne Moreau, Orson Welles e Carmen Miranda;
Documentário realizado a partir de cenas recuperadas e reconstituídas de It's All True, de Orson Welles, cujas filmagens no Brasil, em 1942, foram interrompidas. Originalmente composto de três histórias sobre a ordem sociopolítica da América Latina (My Friend Bonito, The Story of Samba e Four Men on a Raft), o filme de Welles contrariou interesses dos governos brasileiro e norte-americano, sendo, então, boicotado.

A Vermelha Luz do Bandido
Pedro Jorge, 16 min, 2009
Este documentário-radialístico-científico-experimental analisa o filme O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, realizado em 1968, além de refletir sobre a atual indústria cinematográfica brasileira.

A Cidade do Salvador (Petróleo Jorrou na Bahia)
Rogério Sganzerla, 9 min, 1981, p&b, 16 mm
Montagem: Rogério Sganzerla; coprodução: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Cepoc
Filme-documento sobre as relações de poder entre classes, no contexto sociocultural da Bahia, com base na história da exploração do petróleo no estado. Recebeu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Caxambu em 1985; o prêmio Incidental e de Melhor Montagem no Festival de Gramado em 1987; e o prêmio Abraci, no Fest-Rio, em 1985. Foi exibido no Seattle International Film Festival; no Melbourne Film Festival em 1987; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; e nas redes televisivas BBC (Londres), em 1986, e TF-I (Paris), em 1985.Deuses no

Juruá

Rogério Sganzerla, 15 min, 1997, color., digital
Roteiro, imagens e edição: Maria Maia; música: Villa-Lobos
Trechos de "Floresta do Amazonas", do compositor Heitor Villa-Lobos, pontuam uma montagem sonora da língua grega e das línguas indígenas pano e aruaque. Os índios do Juruá e os deuses gregos se confundem e confluem nesta obra.

Abismu
Rogério Sganzerla, 80 min, 1977, color., 35 mm
Roteiro, produção e montagem: Rogério Sganzerla; direção de produção: Ivan Cardoso; música não original: Jimi Hendrix; fotografia: Renato Laclete; som: Dudi Gupper; elenco: Norma Bengell, José Mojica Marins, Wilson Grey, Jorge Loredo, Edson Machado, Mário Thomar, Mariozinho de Oliveira e Satã

Inscrições em algumas das cavernas da Pedra da Gávea, que remontam ao período pré-colonial, são o ponto de partida para este tributo a Jimi Hendrix e ao poder de Mu, divindade fenícia celebrada pelo personagem Zé Bonitinho. Este filme marca o retorno de Sganzerla ao longa-metragem após um longo período de ausência. Foi exibido no 20o Festival Internacional de Cinema de Fribourg, na Suíça, em 2006; na Mostra Cinema do Caos CCBB, no Rio de Janeiro, em 2005; no 22o Festival de Cinema de Turim - Tribute to Rogério Sganzerla, na Itália, em 2004; no Festival de Cinema de Roma em 2004; e no Festival de Cinema de Trieste, na Itália, em 2004.

E no hotsite Ocupação Rogério Sganzerla você encontra, a partir de 9 de junho, trechos inéditos dos filmes inacabados de Rogério Sganzerla Carnaval na Lama (Betty Bomba, a Exibicionista) e Fora do Baralho. Acesse!


Conheça os participantes dos debates:

Antonio Urano
Graduado em economia com mestrado em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), especializou-se em promoção comercial, atuando na América Latina por vários anos. Ocupou diversos cargos na Embrafilme, entre eles a superintendência de comercialização externa; empreendeu dezenas de mostras nacionais na América Latina; organizou a participação do cinema brasileiro em eventos como o mercado do filme de Cannes, de Berlim e de Milão; participou do esforço pioneiro de comercialização dos direitos de filmes brasileiros para países do Leste Europeu e da Ásia; formulou projetos para a distribuição e a promoção internacional das produções do país; foi consultor de vários festivais de cinema; e por três anos foi diretor comercial Riofilme.

Bill Krohn
Crítico e ensaísta norte-americano, publicou os livros Hitchcock at Work e Luis Buñuel - Chimera. Foi codiretor de It's All True (1993) e colaborador de Cahiers du Cinéma e The Economist. Manteve uma interlocução criativa com Sganzerla, a quem define como "um cineasta para o novo milênio".

Catherine Benamou
Formada pela Universidade de Nova York, é professora no Departamento de Estudos Étnicos da Universidade de Michigan, especialista na obra de Orson Welles e em teoria do documentário e autora de Rediscovering Orson Welles e It's All True, uma Odisseia Pan-Americana. Admiradora do cinema de Rogério Sganzerla, cultivou com ele permanente diálogo, o qual se nutriu do mútuo interesse na passagem de Welles pelo Brasil. Integrou o projeto de restauração das imagens produzidas por esse realizador.

Helena Ignez
Formada pela Escola de Teatro da Bahia, participou de montagens de Bertolt Brecht e August Strindberg. Estreou no cinema com O Pátio (Glauber Rocha, 1959); integrou o elenco de A Grande Feira (Roberto Pires, 1961), O Grito da Terra (Olney São Paulo, 1964), Assalto ao Trem Pagador (Roberto Farias, 1962) e O Padre e a Moça (Joaquim Pedro de Andrade, 1965). Casou-se com Rogério Sganzerla, com quem inaugurou uma inventiva parceria em O Bandido da Luz Vermelha (1968). Nos anos 1970, fundou, com Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, a Belair; em 2005 lançou-se como diretora com Reinvenção da Rua, montado por Sganzerla; celebrou o cinema do diretor em A Miss e o Dinossauro (2008), seu segundo filme. Nesse mesmo ano, o longa-metragem Canção de Baal (livre adaptação de Brecht) marcou sua estreia na ficção e lhe rendeu o prêmio da crítica no Festival de Gramado. Em 2009, filmou seu segundo longa, Luz nas Trevas, ainda não lançado - a produção tem roteiro inédito de Sganzerla e codireção de Ícaro Martins.

Hernani Heffner
Conservador-chefe da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) desde 1996, é professor de cinema na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), na Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV/RJ) e na CineTV-PR, da Faculdade de Artes do Paraná (FAP), além de coordenador do projeto de restauração do acervo Cinédia. Formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), trabalha, desde 1986, com pesquisa histórica em cinema brasileiro; publicou vários textos, entre eles mais de uma centena de verbetes para a Enciclopédia do Cinema Brasileiro; atuou como entrevistador no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS/RJ); ministrou disciplinas de preservação e restauração de filmes na UFF; realizou curadorias e participou de mostras apresentadas pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Brasília, pela Caixa Cultural e pelo Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc/SP); e colaborou nas pesquisas que Rogério Sganzerla realizou na Cinemateca do MAM/RJ, em seu diálogo com Orson Welles.

Ismail Xavier
Crítico, mestre em teoria literária, professor de cinema na ECA/USP desde 1971 e professor visitante na Universidade de Nova York (1995), na Universidade de Iowa (1998) e na Universidade Paris III - Sorbonne Nouvelle (1999). É autor de obras referenciais - entre elas O Discurso Cinematográfico: a Opacidade e a Transparência; Sétima Arte: um Culto Moderno; Sertão Mar: Glauber Rocha e a Estética da Fome; e Cinema Brasileiro Moderno -; conselheiro da Cinemateca Brasileira desde 1977 e membro do Conselho Editorial das revistas Novos Estudos Cebrap e Literatura e Sociedade. Publicou, como coordenador da Coleção Cinema, Teatro e Modernidade (Cosac Naify), O Olhar e a Cena - Melodrama, Hollywood, Cinema Novo e Nelson Rodrigues e Alegorias do Subdesenvolvimento: Cinema Novo, Tropicalismo, Cinema Marginal, em que analisa a obra de Rogério Sganzerla.

Joel Pizzini
Autor de ensaios documentais premiados internacionalmente, conquistou com os longas 500 Almas (2004) e Anabazys (inédito) os prêmios de Melhor Filme, Som e Fotografia, o prêmio Especial do Júri e o de Melhor Montagem, nos Festivais do Rio, de Mar del Plata e de Brasília, entre outros. É conselheiro da Escola do Audiovisual de Fortaleza; professor da Faculdade de Artes do Paraná; curador da restauração da obra de Glauber Rocha; codiretor com Paloma Rocha dos documentários extras dos Dvds do cineasta; e diretor do novo filme Olho Nu (Ney Matogrosso), coproduzido pelo Canal Brasil para quem produziu Elogio da Luz. Foi curador das retrospectivas Faces de Casavetes, Festival Jodorowsky e Estratégia do Sonho, o Primeiro Bertolucci; participou do projeto Artecidade e da Bienal de São Paulo, Mercosul com videoinstações e direção de performances; e colaborou na montagem de Luz nas Trevas, de Helena Ignez (inédito) a partir de roteiro de Rogério Sganzerla.

Júlio Bressane
Começou sua carreira como assistente de direção de Walter Lima Jr., em Menino de Engenho (1965); um ano depois estreou na direção, com o curta Bethânia Bem de Perto, em parceria com Eduardo Escorel; em 1967 apresentou, no Festival de Brasília, seu primeiro longa-metragem, Cara a Cara. Foi premiado em outras edições do evento com Tabu (1982), Filme de Amor (2003) e Cleópatra (2007). Com Matou a Família e Foi ao Cinema e O Anjo Nasceu, ambos produzidos em 1969, inaugurou o chamado cinema marginal. Com Rogério Sganzerla e Helena Ignez fundou, em 1970, a Belair. Na ditadura, exilou-se na Europa, onde rodou Memórias de um Estrangulador de Loiras (Londres, 1971); no Marrocos filmou Fada do Oriente (1972). Como ensaísta, colaborou em revistas nacionais e estrangeiras e publicou os livros Alguns (1996), Cinemancia (2000) e Fotodrama (2005). Autor de uma obra densa e interdisciplinar, foi tema de uma retrospectiva integral no Festival de Turim em 2002, o que despertou o interesse das novas gerações, da crítica especializada e da mídia internacional. Com A Erva do Rato (2008), seu trabalho mais recente, participou da Seção Horizontes do Festival de Veneza, a exemplo de Cleópatra (Melhor Filme em Brasília em 2006).

Maria Gladys
Iniciou a carreira no teatro, com Gianni Ratto, e atuou nos teatros Jovem, Mesbla e Dulcina. Nos anos 1960, trabalhou em Os Fuzis (Ruy Guerra, 1964) e Todas as Mulheres do Mundo (Domingos de Oliveira, 1967). Radicalizou sua linguagem nos anos 1970, com Sem Essa, Aranha, de Rogério Sganzerla, Cuidado, Madame e Família do Barulho, de Júlio Bressane. Entre os anos 1970 e 1990, seguiu sua parceria com Bressane (Gigante da América e Brás Cubas); atuou com Paulo Cezar Saraceni (Anchieta e Natal da Portela) e Walter Lima Jr., fez telenovelas e filmou com jovens realizadores, como Bruno Safadi, em Meu Nome É Dindi (2008).

Roberto Turigliatto
Crítico cinematográfico italiano, formado em letras pela Universidade de Turim, é um dos fundadores do cineclube Movie Club. Entre 1989 e 1991, foi o responsável pela programação da sala Museu Nacional de Cinema, em Turim. Teve atuação destacada como um dos promotores e programadores do Torino Film Festival desde sua criação, em 1982, sendo ainda codiretor do evento nas edições de 2003 a 2006. Nesse período, organizou mostras retrospectivas de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, de grande repercussão na Europa. A partir dos anos 1990, colaborou como curador na Mostra Internacional do Novo Cinema de Pesaro, no Festival de Taormina e em várias edições do Festival de Veneza, como a Oficina Veneziana, Corto-Cortíssio e Novos Territórios, em que organizou uma grande mostra dedicada a Guy Debord. Desde 1991, escreve para o programa diário Fuori Orario, do canal de televisão italiano RAI3, para o qual já concebeu centenas de noites temáticas dedicadas ao cinema. Integra o comitê de seleção do Festival Internacional de Locarno.

Samuel Paiva
Professor do Departamento de Artes e Comunicação da Universidade Federal de São Carlos (DAC/UFSCar), onde atua como coordenador no curso de graduação e no programa de pós-graduação em imagem e som. É doutor em ciências da comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP); autor da tese "A Figura de Orson Welles no Cinema de Rogério Sganzerla"; e colaborador em revistas e publicações de cinema e história.
 

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